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E fez bem em pular os fillers de Secret of Water. Nessa hora da produção o Anno saiu da direção. E o orçamento tinha ido pro saco.
Esses episódios são bem sofríveis.
Mas pois é, é uma obra muito subestimada pela galera.
Sendo que foi a primeira série de TV que o Hideaki Anno dirigiu. E foi conceituada por Hayao Miyazaki.
Além disso, a obra ganhou o Animage Grand Prix, antes de Anno ganhar de novo com NGE e EoE.
Curiosamente eu decidi assistir a obra por causa das referências que Rebuild 3.0 faz á Nádia.
Por sinal, nossos favoritos são bem similares.
Parabéns por ter bom gosto ao incluir HXH99 e não 2011 na lista. Mostra que você tem bom olho para animação, pacing e trilha sonora.
Embora não estejam marcados no meu profile, FLCL e GitS são das minhas obras favoritas e já revi ambos mais de 5 vezes cada. O que não é tão difícil visto que são curtos, mas tenha em mente que eu revejo muito...Muito, as obras que eu curto.
Sendo o meu record provavelmente Hellsing Ultimate, que já assisti quase 10 vezes e revi o OVA Oito 15 vezes seguidas uma vez.
Lembro quando perguntei isso do Mikage. Na época, ele era um dos meus personagens favoritos da obra. Eu gostava muito de figuras trágicos e problemáticas. Como eu era uma pessoa amargurada com muitas questões da vida, me identificava. Eu gostava de todo personagem que sofria uma batalha interna.
Mas minha opinião atual sobre ele e o arco da Rosa Negra é bem mais ampla. O que eu acho do Arco é o seguinte: Esse é o divisor de águas da obra porque é quando o Ikuhara decide definir o aspecto mais importante da lore, que é o mecanismo que permite que os duelos um dia alcancem O Poder de Revolucionar o Mundo. É nesse arco que entendemos que por trás de Akio, há uma máquina que foi construída com o suor e sacrifício de mais de 100 estudantes e cientistas.
As implicações disso revelam raízes no primeiro arco que não observamos e efeitos no último arco que são muito mais claros.
Eu gosto muito disso porque há o contraste em ser o arco mais importante Lore-wise (onde a maior parte dos segredos que estabelecem os duelos são revelados), mas contendo duelos feitos apenas contra personagens secundários e desimportantes.
O último arco é o oposto, tendo como foco o drama de cada personagem importante na obra.
Então de certa forma, o arco da rosa negra tem uma aparência de filler que é constantemente quebrada com a introdução de elementos, personagens e questões que dão dicas sobre o que é o enredo Maior de Utena.
De uma certa maneira essa é justamente a intenção artística do arco: Referências á Psicologia e á Psiquiatria, como Jung, Freud e Rosarsch, nos fazendo entender que essa parte da história é uma introspecção para refletir sobre os segredos obscuros e profundos da obra e seus personagens. Tanto é que é o arco mais focado no gênero Mistério da obra inteira.
Compare isso ao arco do Carro do Akio, que é caracterizado por viagens em linha reta na estrada com um carro, dando a entender que essa parte da história é como uma carona que você pode simplesmente se inclinar para trás e se divertir, porque é como um "release" de todos os temas apresentados até então.
Isso faz com que Mikage seja a figura mais misteriosa da Rosa Negra. E isso é confirmado pelo fato do seu flashback ser o mais importante nessa parte da obra.
Enfim, o personagem representa a inveja, a mágoa reprimida, a genialidade, a inteligência, o engano, a paranoia e a figura do vilão construído por contextos e não por natureza.
Tem esse último fator que me faz gostar dele, que é a genialidade contrastante com a do Akio. Enquanto Mikage é um gênio que falhou ao ser enganado por seus sentimentos, Akio é frio e calculista, não se deixando levar por nada para alcançar seus objetivos.
Essa é uma característica plenamente japonesa, que frequentemente incorpora genialidade em seus protagonistas, antagonistas e coadjuvantes. Aqui no ocidente raramente temos um personagem baseado na ideia de ser Gênio: Vilões são inteligentes mas não geniais, heróis são espertos mas não gênios...E coadjuvantes podem ser úteis, mas nunca resolvem nada por si mesmos.
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Sobre as letras, sim, peguei a maioria das letras (mas ainda não todas), o que com certeza também me ajudou a entender melhor a obra. Mais especificamente, eu entendo as letras como uma camada teatral mais direta da obra (que é INTEIRINHA baseado no conceito de Teatro, em TODOS os sentidos e o Drama Teatral é provavelmente a ESSÊNCIA de Utena, algo que posso expandir num outro post se estiver interessado), onde a profundidade temática da história é explorada em um nível mais além, poético.
É um jeito de mostrar que Utena é verdadeiramente baseado na ideia de Maturidade, porque é uma obra que está disposta a evocar o maior número de temas, palavras e ideias o possível em seu enredo. Eu considero todo duelo uma explosão de temas, um microcosmo das características que compõem o ser humano. E isso em até certo sentido é literalmente dito numa das letras (tem uma que diz "the world in me" e expande isso, eu vou ver Utena pela quarta vez pra lembrar certinho).
O que quero dizer com isso é que Utena não tem medo de aumentar seu escopo pro tamanho do universo de uma hora pra outra, fazendo as maiores perguntas da condição humana...E fazendo o máximo de questionamentos sobre a vida o quanto possível.
Pra mim, as três obras mais avançadas em Exploração Temática que eu já vi foram Utena (uma poesia de todos os temas humanos que existem basicamente), Haruhi Suzumiya (uma exploração de todas as especulações e mistérios que existem) e Homestuck (uma representação de todos os clichês e temas existentes na arte).
Enquanto Haruhi busca especular as implicações de cada mistério da ficção, Homestuck busca retratar todos os mistérios numa só história...Enquanto Utena vai além de ambos e ao invés de especular ou retratar, busca fazer poesia e poemas com o máximo de mistérios da humanidade quanto for possível.
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Sobre Nadia, RAPAZ, essa foi a melhor análise que vi sobre a obra DE LONGE. Realmente impressionante. Se o Yoshiuki Tomino disse uma vez que ele precisava pensar até mesmo nos desejos sexuais de seus personagens para criá-los, imagino que as ideias que tu desvendou aqui foram certamente intencionadas também.
Foi por causa da sua análise que eu FINALMENTE entendi o Jean inclusive, que até então era um personagem apagado na minha cabeça.
A representação do Gargoyle com o fogo e o significado de seu nome foram um ponto alto no que tu disse. Genial. Agora faz sentido o porquê do Gargoyle ser irremediavelmente cruel e destrutivo, é porque ele é como o fogo. Arde incessantemente até se apagar.
Sabia da base literária da obra sendo esse clássico da literatura, me diz depois que ler o livro, sobre quais relações conseguiu achar além.
Parabéns pelos insights, tu continua me impressionando até hoje.
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Então, nem falo com ninguém da A&M. O Guilherme Mito até me segue no Instagram, mas não conversamos.
Também sinto saudade de um espaço de qualquer coisa na verdade. Hoje a internet é dominada por gente ruim. Debater no youtube é impossível, no facebook só xingam você por nada e do nada. Grupo de whatsapp só tem bostileiro do pior tipo.
Simplesmente desisti de qualquer lugar virtual por conta dessas coisas.
O Arthuro Ray até tromba comigo de vez em quando por aí entre um fórum e outro. Ouvi dizer que ele conversa com Matheus (bkmtf) e outros até hoje um grupo. Até me chamou mas como eu disse, desisti de espaços virtuais. Até queria curar um grupo feito de pessoas interessantes e bem intencionadas, mas até o momento não achei uma ideia que unificasse um grupo assim.
intelecto formidável 💪
Esta vitória foi em homenagem aos tempos que não voltam mais.
https://www.youtube.com/watch?v=qFEWBm_3yK8